Mudámos. Porque realmente nos importamos.

Mudança faz parte da vida. Mas quando nos atinge de golpada e dramática, é como levar um murro no estômago. A palavra “normal” nunca fez muito sentido para nós, pois fazemos parte do grupo de inadaptados que gosta de ver o mundo ao contrário, acordar às 3h da manhã para anotar ideias e passar horas na companhia de uma caneta a desenhar. Mas começamos a achar que o anormal é inteiramente normal. O normal hoje é sair à rua de máscara, cumprimentar colegas com uma pancadinha no cotovelo, pensar duas vezes antes de beijar um familiar, evitar o convívio com amigos, sonhar acordado com o primeiro prato que poderemos voltar a pedir num restaurante. Ninguém sabe exatamente o que fazer, mas lá vamos repetindo que vai ficar tudo bem. Está-se bem! É quanto basta…

Abaixo o q.b.!! A verdade é que está quase tudo fora do nosso controlo. E o que não podemos controlar, mais vale contornar, abraçando a anormalidade com positivismo. Não deixámos de ser RED, mas neste mundo em que a vida se arrasta num impasse de preto no branco, decidimos que queremos ser mais:

Redefinimos os pontos importantes e renovámos a imagem do nosso ADN, libertando-a das teias do tempo e pintando-a de outras cores, só porque sim! O vermelho é o sangue que nos corre nas veias e liga os pontos do que fazemos com paixão. O azul é o nosso Porto de abrigo numa mistura explosiva de inspiração e foco. O amarelo é a cor que nos vai na alma, alegre e otimista. O rosa, mais do que estilo, é a nossa capacidade afetiva e calorosa para nos importarmos com o outro. Mas não se enganem! Não nos importamos com o que pensam ou dizem de nós. Importamo-nos apenas com o que fazemos. E nós fazemos.

Ines Dias

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