DE FÉRIAS COMO ANIMAIS


Deixe-nos contar-lhe uma história verdadeira (que provavelmente já conhece), para ler antes ou durante as suas férias: 

Em 2007, um grupo invulgar de náufragos deu à costa no norte da França: patinhos de borracha acabavam de concluir uma viagem épica com 15 anos de duração, iniciada em janeiro de 1992, quando um navio que viajava entre Hong Kong e os Estados Unidos perdeu parte da carga durante uma tempestade. Um dos contentores caídos ao mar continha 28.800 brinquedos, alguns dos quais tinham aparecido anos antes na costa australiana e na costa leste dos Estados Unidos. Outros atravessaram o Estreito de Bering e o Oceano Ártico, tendo chegado à Gronelândia, ao Reino Unido e à Nova Escócia.


Cada ano, aproximadamente 10 milhões de toneladas de lixo acabam nos mares e oceanos do planeta. Os plásticos, como garrafas de bebidas e sacos não reutilizáveis, são de longe o principal tipo de detrito encontrado no ambiente marinho. E a lista continua: redes de pesca estragadas, cordas, pensos higiénicos, tampões, cotonetes, preservativos, pontas de cigarro, isqueiros descartáveis, etc.

Os oceanos cobrem cerca de 70% da superfície do nosso planeta e há lixo marinho praticamente por toda a parte. Este ameaça não só a saúde dos nossos mares e costas, mas também a nossa economia e comunidades. A maior parte desse lixo provém de atividades terrestres. Como poderemos pôr um fim ao fluxo de lixo que invade os mares? O melhor sítio para começarmos a resolver este problema global do mar é em terra. E começa por si.

Por isso, apelamos: vá de férias, aproveite a areia e o mar, comportando-se como um verdadeiro animal! Porque os animais não deitam lixo nas praias, os humanos sim! E se vir por aí um patinho de plástico perdido na areia, não lhe dê um chuto. Apanhe-o para reciclar. Boas férias!

REDCYCLE XTMAS

2020 foi um ano de m**da! Isso já todos sabemos. Menos trabalho, menos viagens, menos convívio, menos beijinhos e abraços… Foi um ano que nos fez parar, ter mais tempo para nós, olhar para trás e para dentro dos nossos armários, relembrando tudo o que já criámos. Em memória deste ano, que foi “menos” em quase tudo e mais em “tempo” e “reflexão”, nasceu a vontade de agradecer a todos os que até hoje confiaram em nós, devolvendo-lhes alguns dos trabalhos que nos encomendaram ao longo dos anos, transformados numa nova peça. 2020 inspirou-nos a RECICLAR para criar.

Descartámos o Pai natal. A culpa é toda dele … porque não existe! Se existisse, não nos deixava passar tão mal. Assim, dobrámos, colámos e recortámos centenas de páginas de catálogos, brochuras, revistas e desdobráveis para fazer árvores de Natal. Transformámos folhetos em estrelas de origami; enrolámos ramos de trepadeiras para fazer coroas de Natal e transformámos CDs inutilizados em decoração para a árvore de Natal.

Acreditamos que um presente não pode ser um mero objeto de troca monetária. A personalização e motivação para desenvolver algo único é que torna a experiência especial. É possível fazer muito com pouco, basta alguma imaginação e conciliar o DOT(E) pessoal de cada um: seja para cozinhar, desenhar, escrever, cantar, bricolage, jardinagem ou simplesmente embrulhar um presente. Tudo o que queremos é que a pessoa que recebe perceba que não é só mais uma na lista e sim alguém a quem dedicámos uma boa parte do nosso tempo. Queremos provocar reações, emoção, e passar uma mensagem positiva, motivadora e alegre.

Relembramos alguns dos presentes criativos que desenvolvemos ao longo dos anos e tinham por base objetos simples como escovas de lavar a roupa, sabão azul, desentupidor de canos, paletes de madeira, chá plantado pela equipa RED, copos em forma de candeeiro, um DOT comestível, botijas de água quente, café biológico edição especial HOT DOT, etc, etc.

Inspire-se, dê descanso ao Pai Natal e mãos à obra!
Se tiver dúvidas, ou precisar de ajuda, estamos por perto, sempre.

EQUIPA RED

A importância da Tipografia

TYPE IS WHAT MEANING LOOKS LIKE.

Robert Bringhurst

Enquanto designers, somos nós que determinamos como transmitimos uma mensagem, seja através do recurso a uma imagem ou texto. É verdade quando dizemos que uma imagem vale mais do que mil palavras, mas é igualmente correto afirmar que uma frase vale mais do que mil imagens. A qualidade do conteúdo é fundamental, mas é muito importante saber dar vida ao texto e é neste ponto que nós designers temos muito a dizer. Para tornar uma mensagem apelativa conjugamos tipos de letra, cores, tamanhos, alinhamentos e posicionamento das palavras. Resumimos algumas regras para uma utilização eficaz das palavras na comunicação escrita:

 

Carácter

Quando conhecemos alguém, tiramos-lhe a “pinta” pelas primeiras impressões, e quase de imediato conseguimos avaliar se gostamos ou não da pessoa. No entanto, nem sempre podemos ou devemos julgar o livro pela capa. A tipografia funciona da mesma forma: quando achamos que algo não bate certo, temos que desconstruir e voltar a construir até conseguir dar personalidade à mensagem! Cada um de nós comunica à sua maneira e grita de forma diferente, o mesmo se passa com as fontes, só temos de lhes dar uma formatação diferente para obter inúmeras variantes. 

Impercetível

Existem pessoas que fazem parte da nossa vida, que são fundamentais, mas que são quase impercetíveis. Com as fontes acontece o mesmo, se não nos percebermos que elas lá estão é porque estão bem aplicadas. Em situações em que olhamos para uma mensagem e o que mais se evidencia é o tipo de letra, e que acaba por nos distrair da mensagem principal, pressupomos que algo não está certo. A mensagem deve ser o mais clara e percetível possível, em qualquer tipo de ambiente em que a fonte esteja inserida.

 

Significado

A escolha de uma fonte não deve ser influenciada pela popularidade momentânea. Deve decidir-se tendo em conta o significado e o propósito criativo e comercial da marca. Um excelente exemplo disso é a Coca-Cola, Nike ou Adidas, marcas intemporais, que se tivessem optado por utilizar a Helvetica ou Arial no seu logótipo, certamente hoje não teriam tanto sucesso.

Versátil

Sermos mais digitais influência a forma como consumimos a informação, sendo que cada vez mais conteúdo é transmitido através de ecrãs e dispositivos móveis. Isto leva a que seja necessário perceber se a tipografia que usamos na impressão funciona da mesma forma em diferentes plataformas e ecrãs.

 

Direta

Seja qual for o idioma em que esteja escrita, a tipografia ligada a uma imagem universal acaba por não necessitar de muitas explicações. Transmitir uma imagem clara, simples e direta, para além de poupar tempo ao utilizador, ficará certamente na memória de qualquer um.

Divertida

O comportamento é uma língua geral percebida por todo o ser humano. Por isso, descrevê-lo com a tipografia pode ser uma forma incrível de conseguir comunicar eficazmente, brincando e dando o significado que ela bem merece. Na imagem abaixo deixamos um exemplo de uma ideia simples, e facilmente percetível pelo seu cliente. Por isso, use e abuse das fontes, que bem conjugadas poderão trazer uma grande vantagem visual ao seu trabalho.

Hierarquia

Escolha o que pretende que fique mais evidenciado. Quando são utilizadas fontes com o mesmo impacto visual, não está a dar destaque a nenhuma informação em particular e por isso não consegue passar a mensagem certa ao seu cliente. Utilizar a caixa alta e o “bold”, poderá ser uma hipótese de comunicar de forma certa.

TYPE IS A DANCE AND THE DESIGNER IS THE CHOREOGRAPHER.

Richard Lipton

GET INSPI(RED)

RED é a cor do sangue. Na Europa e Estados Unidos é a cor da paixão. Na Ásia é a cor da alegria e boa sorte. Em África, desde 2006, é a cor da esperança.
Fundada pelo Bono e Bobby Shriver, a (RED) tem como objetivo arrecadar fundos para a luta contra a AIDS, uma doença do sistema imunológico humano resultante da infeção pelo vírus HIV. Apesar de a Covid-19 ter arrebatado os créditos da atenção para o número de mortes a nível mundial, só em junho passado ultrapassou o número de mortes provocadas pelo HIV, que passou para 6º lugar.
A (RED) cria parcerias com pessoas, empresas e as marcas mais íconicas do mundo, como a Apple, Danone, Beats, Durex, Primark, entre outras, que até ao momento contribuíram com mais de 650 milhões de dólares na venda de produtos e experiências (RED) para o Fundo Global.

Imagens e produtos (RED), no site oficial https://www.red.org/

Estes produtos são criados à imagem da (RED) e ganham maior destaque, não só pelo que simbolizam ao ajudar milhares de pessoas, mas também pelo impacto visual que a cor e a palavra RED transmitem.

E é por isso que também gostamos de ser RED (DOT). Trabalhamos todos os dias com o mesmo espírito da (RED): dar vida, injectando sangue novo que rejuvenesce as marcas, instituições e, o mais importante, as pessoas. Somos fiéis a um vocabulário próprio de comunicação da cor RED: REDESIGN, REDEFINE, REDCREATE, REDISCOVER, REDCONNECT, REDFLECT, REDTHINK, REDNATURE, REDHEART, REDACTION, REDDREAM. Não temos meias medidas e não vacilamos quando o desafio é ajudar (mesmo que em modo PRO BONO) as organizações a inovar a forma de comunicar. Nas veias corre-nos a vontade contínua de EVOLUIR e REVOLUCIONAR: REDVOLUTION!

Dia da Gratidão

Passou mais um ano e o nosso Pote voltou a encher-se de Gratidão. Em 2018, criámos este pote com o objetivo de nos fazer ver e agradecer o lado bom da vida e das pessoas. É um ponto de paragem e reflexão a meio da avalanche de um dia normal de trabalho. Ao longo do ano, juntámos pequenos bilhetes de agradecimento a todos aqueles que em algum ponto contribuíram para nos deixar mais felizes ou, nos momentos mais difíceis, nos fizeram acreditar que o nosso trabalho é importante e temos com quem contar.

Ontem, 21 de setembro, celebrou-se novamente o Dia da Gratidão. Abrimos o Pote com a curiosidade de uma criança a quem prometeram um doce, para finalmente ler as mensagens de agradecimento ao longo deste ano. Sim, apesar de 2020 estar a ser um ano difícil, ainda encontrámos muito a a agradecer: aos nossos clientes que nos permitem dar azo à imaginação; aos nossos fornecedores que nos ajudaram a apagar fogos quando alguma coisa não correu como esperado; aos nossos parceiros que nos continuam a trazer bons contactos; e à nossa equipa, que depois de ter sido colocada à prova, a trabalhar à distância durante meses, não perdeu o espírito de guerrilha, apoio e inovação. 

Obrigada a todos que este ano contribuíram de alguma maneira para nos encher o pote e o coração. Contamos convosco para que o próximo ano seja mais especial, mais rico e mais RED!

PS: já agora, OBRIGADA a si também, que tirou um pouco do seu tempo para ler este mail.

Nós importamos-nos com os sacos.

Não vamos ensinar nada de novo, mas também não podíamos deixar passar este dia (Dia Internacional Sem Sacos de Plástico) em branco.

POR MINUTO SÃO UTILIZADOS CERCA DE 1 MILHÃO DE SACOS de plástico leves no mundo.

Por ano CIRCULAM 100.000 MILHÕES NA EUROPA.

PORTUGAL É UM DOS PAÍSES DA EUROPA QUE UTILIZA MAIS SACOS (1 vez e por apenas 25 minutos).

A produção, transporte e tratamento das elevadas quantidades de sacos em circulação é responsável pelo CONSUMO DE MUITOS RECURSOS, incluindo água e petróleo.

No lixo misturam-se com os restantes resíduos e acabam nos aterros ou no ambiente, onde PERMANECEM POR MAIS DE 300 ANOS.

São o 2º RESÍDUO MAIS ENCONTRADO À SUPERFÍCIE DO MAR.

Em terra e no mar são ingeridos e ASFIXIAM ANIMAIS, reduzindo a biodiversidade e entrando na cadeia alimentar.*

Por tudo isto e mais alguma coisa, NÃO GOSTAMOS DE SACOS DE PLÁSTICO! Gostamos de sacos de papel, que reutilizamos e reutilizamos até rasgarem. Só aí é que os libertamos para a reciclagem.

Sem querer ser “puxa sacos”, tratamos cada saco de papel com o respeito que merece, pelo conhecimento que nos vem por defeito da profissão: desenhamos e produzimos sacos com cartolinas que vêm de florestas sustentáveis e são impressos com tintas ecológicas.

Perca mais 5 minutos e visite a nossa página de sacos

Mudámos. Porque realmente nos importamos.

Mudança faz parte da vida. Mas quando nos atinge de golpada e dramática, é como levar um murro no estômago. A palavra “normal” nunca fez muito sentido para nós, pois fazemos parte do grupo de inadaptados que gosta de ver o mundo ao contrário, acordar às 3h da manhã para anotar ideias e passar horas na companhia de uma caneta a desenhar. Mas começamos a achar que o anormal é inteiramente normal. O normal hoje é sair à rua de máscara, cumprimentar colegas com uma pancadinha no cotovelo, pensar duas vezes antes de beijar um familiar, evitar o convívio com amigos, sonhar acordado com o primeiro prato que poderemos voltar a pedir num restaurante. Ninguém sabe exatamente o que fazer, mas lá vamos repetindo que vai ficar tudo bem. Está-se bem! É quanto basta…

Abaixo o q.b.!! A verdade é que está quase tudo fora do nosso controlo. E o que não podemos controlar, mais vale contornar, abraçando a anormalidade com positivismo. Não deixámos de ser RED, mas neste mundo em que a vida se arrasta num impasse de preto no branco, decidimos que queremos ser mais:

Redefinimos os pontos importantes e renovámos a imagem do nosso ADN, libertando-a das teias do tempo e pintando-a de outras cores, só porque sim! O vermelho é o sangue que nos corre nas veias e liga os pontos do que fazemos com paixão. O azul é o nosso Porto de abrigo numa mistura explosiva de inspiração e foco. O amarelo é a cor que nos vai na alma, alegre e otimista. O rosa, mais do que estilo, é a nossa capacidade afetiva e calorosa para nos importarmos com o outro. Mas não se enganem! Não nos importamos com o que pensam ou dizem de nós. Importamo-nos apenas com o que fazemos. E nós fazemos.

13 A Sorte do Azar

Caros amigos, clientes, fornecedores, concorrentes e afins, “Coitadas!”, estarão a pensar, “Que azar fazerem 13 anos num dos anos mais azarados da história da humanidade!” Pois, é verdade, desse facto histórico não nos livramos. Hoje fazemos 4749 dias, 678 semanas, 156 meses, 13 anos, porra! E temos de celebrar este dia num cenário de “balas”, mas “sem bolinhos”, numa luta cega contra o “inimigo invisível”, onde os clientes caem que nem tordos e os parceiros desertam.
Mas não se enganem. Podemos ser bombardeadas de todos os lados, levar com uma bala perdida, ser forçadas a rastejar e pedir abrigo…. Parar, nunca! Lambemos as feridas com cuspe e rastejamos em frente.
13 é só um número. E porque é nosso, bora lá a dar cabo dele, tirando o melhor dos dois: o 1 é coragem, iniciativa e disposição para correr riscos; o 3 é autoconfiança e otimismo para acreditar no melhor da vida. Balelas? Não, é simplesmente o nosso jeito de estar na vida e de continuar a ser e a fazer diferente. Cada uma no seu canto, num trabalho de introspeção silenciosa, preparamos o futuro da melhor forma que sabemos.

“Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida.” Mas eu sei que a criatividade extrapola o sonho.
É tempo de sentar, meditar, inspirar e expirar. Ou simplesmente deixar a natureza falar… E ler, muito. Escolhi 13 livros essenciais para o meu equilíbrio mental e criativo: MUDE, pois esta é a oportunidade certa para finalmente o fazermos; GARFIELD porque me faz rir; OUTONO porque o desenhámos com carinho, VINTE MIL LÉGUAS SUBMARINAS e THE GREAT GATSBY, clássicos para rever; DITOS BURRIQUITOS porque me foi oferecido há muito por um artista amigo e ainda não tinha tido tempo de ler; HISTORY OF FILM porque, sim, sou viciada em filmes; DISEÑO DE INVITACIONES e DICIONÁRIO DE TERMOS ALFARRABÍSTICOS para ativar o conhecimento técnico; AS CINCO COISAS QUE NÃO PODEMOS MUDAR, dicas de superação para males que nos caem no colo; O MUNDO EM QUE VIVI e O PORQUÊ DA VIDA para uma reflexão do espírito. Por fim, e pela ironia do destino, NINGUÉM ESTÁ SOZINHO. Estamos isolados, mas juntos no mesmo sonho, ora bolas!

REGINA

Chá ou café, quente ou frio, pouco me importa! Só preciso que seja forte, genuíno e delicioso. Trouxe para casa os hábitos da equipa e, ao longo do dia, escolho a melhor companhia para o meu humor em cada momento: o CAFÉ MATINAL desperta todos os sentidos; o CHÁ DETOX queima as energias negativas; o CAFÉ COM LEITE é perfeito para misturar conceitos; o poderoso CAFÉ EXPRESSO descodifica qualquer briefing; o LONG BREAK ou AMERICANO dá-me tempo para criar; o CHÁ VERDE liberta todas as toxinas do lanche das cinco; o CHÁ PRETO dá-me força para continuar; o CAPPUCCINO é a desculpa certa para dois dedos de conversa com a minha gata; o CHÁ DE HORTELÃ refresca-me as ideias; o caloroso MOCHA adoça-me os pensamentos; o biológico CHÁ DE LIMONETE faz-me mais positiva; e, por fim, o CHÁ DE CAMOMILA relaxa-me depois de um dia de trabalho. 13 néctares viciantes que me deixam bêbada de alegria, pois, no final, sei que vai ficar tudo bem!  

INÊS

Para ser feliz só preciso de um pedaço de papel e uma caneta. Ai de quem me tire a capacidade de escrever e desenhar! Não conseguiria desempenhar o meu papel de designer sem um papel à altura de cada situação: rabisco ideias no RECICLADO; gasto o IOR para impressões a preto e branco; o COUCHE MATE deixo para os clientes que se querem modernos e o COUCHE BRILHO para todos os outros que querem luxo barato; nas caixas uso o CANELADO; para um acabamento artístico opto pelo KRAFT; as provas de cor em papel FOTOGRÁFICO; o papel FINE ART seduz-me pelas cores e texturas sem fim; o papel JORNAL é único para o seu propósito; o papel de PAREDE para layouts em grande; o papel VEGETAL para trabalhos técnicos; o papel TRANSFER para objetos. Por fim, o PAPEL HIGIÉNICO, verdadeiro companheiro de todos os dias e que no momento eclipsa todos os outros. Na sua simplicidade básica, lembra-nos que nada adianta desperdiçar sofrimento e preocupação por um futuro que ainda não chegou, pois é como fazer design num rolo de papel higiénico e limpar o dito cujo com as ideias mais nobres. Vamos lá a desempenhar um papel positivo!

ANA

O maior presente que posso dar a alguém, é o tempo que lhe dedico. E o meu tempo de dedicação a comunicar e a desenhar continua, à distância de um pixel.
07h13 é tempo para despertar, lembra o meu gato Gaspar com uma lambidela; 08h13 exercito o corpo porque o esqueleto não foi feito para estar sempre sentado; 09h13 começo o dia com um novo projeto; 10h13 a vizinha bate-me à janela a pedir açúcar; 11h13 reunião por videochamada com a equipa; 12h13 retomo o desenho de um site; 13h00 pausa para uma salada de grão de bico e abacate; 14h13 cliente telefona com uma urgência; 15h13 releio o briefing e trabalho criatividade; 16h13 o carteiro toca duas vezes à porta; 17h13 tempo para mim e a minha água aromatizada 18h13 envio uma proposta e atualizo o planeamento; 19h13 tempo para a família.
Diz a sabedoria popular que para grandes males, grandes remédios. E o melhor remédio é dar tempo ao tempo. Cada segundo é tempo para mudar tudo, e para melhor.  

JULIANA

OBRIGADA A TODOS OS QUE CONTINUAM A ACREDITAR EM NÓS…
E OS QUE NÃO ACREDITAM, AZAR!

Até já.

Uma série de quarentenas

Tudo está estranho! O trabalho, as filas para o supermercado, o convívio com os amigos, o ginásio online… Por mais que nos custe, o distanciamento social é a chave para esta pandemia. Mas, cá entre nós, quando tudo voltar ao normal algumas pessoas bem que podiam manter a distância de 2 metros (mesmo sem vírus)…

Achavas que ficar em casa era sinónimo de paraíso? Era agora que irias ler aquele livro, fazer mais exercício, restaurar aquela cadeira e aprender a tocar guitarra… Mas, depois de levar com a choradeira do puto, cozinhar e fazer 5 máquinas de lavar num só dia, qualquer paraíso se transforma num verdadeiro inferno e a rotina do escritório já dá saudades!

“Assaltamos” as prateleiras do supermercado por ele. É também para ele que nos viramos em momentos de mais “aflição”. Seja de jornal, carta, folheto de supermercado, folha para os miúdos desenharem ou papel higiénico, é nesta altura que lhe damos a sua verdadeira importância.

“Uma mão lava a outra”…e com as duas damos cabo do inimigo! Cada lavagem é como uma facada no Covid. É o crime perfeito e que, neste caso, não tem julgamento ou prisão, apenas água e sabão – as armas perfeitas para uma execução “limpa”.

Arrasta a perna direita, depois a esquerda. Entre arrastamentos vai um grunhido. Estendemos os braços e lentamente alcançamos a tão almejada porta… do frigorífico! Quando a fome ataca, entramos em modo zombie e o estrago é completo. Quem sofre são as nossas dispensas e frigoríficos, que são dizimados nestes ataques fulminantes!

A cozinha passou a refeitório. A sala a ginásio. O quarto agora é escritório. A varanda alberga o pavilhão C, onde há aulas de Português. Em tempos de quarentena, os espaços adaptam-se e só temos de rezar para que o cão não ladre, o filho não chame e o vizinho não grite, enquanto estamos em conference call!

Dica: clica no link abaixo e entra no espírito, ao som de cada série:
https://www.youtube.com/watch?v=evf-U8he-6o&list=PLrRwF9_dIWUqrPAtXYo8jpd8FdOqNeeqp

Porque é o nosso dia…

Como designers gráficos, já ouvimos de tudo. Os nossos familiares, amigos e clientes parecem que não sabem bem o que fazemos. Mas na Red não é muito complicado explicar. Porque fazemos de TUDO! Mas para outros colegas de profissão a coisa pode ser mais complicada…